quarta-feira, 17 de abril de 2013
Adivinha, doutor?
E em meio ao caos resolvi parar e escrever (sintomas de Gisellysmo). Sem saber por onde começar, ou se começar, fechei os olhos e me veio um rosto em mente, para ser mais exata um sorriso. Não sei ao certo de quem, parecia uma mistura em fração de segundos. Me peguei sorrindo também e logo abri os olhos.
Que coisa estranha é o coração da gente, um dia vazio, outro cheio, um dia transbordando e em outro semi-árido como o nordeste.
Enfim, mais uma vez, apenas palavras jogadas no bloco de notas enquanto um coração bate e tentando respirar em meio a fumaça que sufoca.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
"Se for pra frente coisas ficarão pra trás...
A gente só nunca sabe que coisas são essas."
E
de repente me bateu uma saudade. Não é saudade de você, mas saudade de como me
fazia sentir. Parecia completo. Por mais que eu tenha conhecido tanta gente
bacana nenhuma sensação anula você. Na verdade não quero te anular, você fez
parte da minha vida, da melhor parte da minha vida.
É
tão fácil odiar depois que acaba, mas eu não te odeio, inclusive não entendo o porquê
você me evita. Quando eu disse “me deixe em paz” não significava que não podíamos
nos cumprimentar, e sim que desejo a sua felicidade com outras pessoas, e que
me deixe ser feliz também.
Amor,
não sinto ódio, não sinto rancor, isso só me resultará em rugas e você sabe o
quanto sou “forever young”.
Bem,
eu sei que você vem aqui, eu sei que você sabe que isso é p/ você. Eu só quero
que saiba que nunca te esquecerei. Contarei sorrindo sobre nós aos meus filhos,
direi sobre as suas camisas de banda, rirei sobre o seu fanatismo por Pink
Floyd e sobre a sua inveja da minha caneca deles, contarei das nossas brigas, que
duravam horas, de Pink Floyd x Beatles, a propósito, contarei também que eu
sempre ganhava e que eu já sabia que seu curso de Direito não te formaria
advogado.
Nos
veremos rotineiramente nos próximos anos, no entanto, desejo esbarrar contigo quando
estivermos crescidos, e então ver com meus próprios olhos o quanto eu estava
certa sobre o seu sucesso sem limites.
Enfim,
um dia frio e uma discografia de Leoni não trariam diferentes resultados.
In Out
OTM Tempo
Saudade Final
Compras Medo
terça-feira, 2 de abril de 2013
Respirando.
A sala fria com em media cem pessoas agitadas, cada uma com seu pensamento. Tinha dinheiro, sucesso, medo, angústia, raiva, confiança, felicidade e na minha cadeira tinha um pensamento particular: você!
Meu celular deu o alerta de mensagem e era você: - “Ei, olhe para trás”. Meu Deus! Um simples “olhar para trás” demorou anos na minha vida exagerada, e… CARAMBA, ACHEI!
Dentro de mim teve uma mistura de gelo, náusea, queimação e por um instante pensei que fosse vomitar, mas, você sentou do meu lado, me beijou o rosto e eu então tremi, e me senti corar. Era assim, em exatamente todas as vezes que nos víamos, era como se fosse à primeira vez, o primeiro beijo, o primeiro abraço. Ah! O abraço! A sensação era sufocantemente perturbadora, não dava para respirar quando a gente se soltava. Parecia que tinha um vazio dentro do peito. Aí eu sempre voltava e abraçava de novo para me sentir segura outra vez, era quente.
Até que um dia a náusea, e queimação deram lugar a uma falta de ar ruim, e uma dor aguda. Era estranho, era como se eu fosse enfartar. Na minha vida exagerada era como se eu fosse morrer.
“Eu queria manter cada corte em carne viva, e a minha dor em eterna exposição… só para te enlouquecer até você me pedir perdão.” Assim era por dentro, e por fora, um sorriso que julgado por quem o assistia “o mais feliz de todos”.
Meu celular deu o alerta de mensagem e era você: - “Ei, quanto tempo. Podemos nos ver?” Sim. Claro. Óbvio. Ótimo! A mistura de sentimentos tinha voltado: o gelo, a náusea, a queimação, e mesmo sem sua presença me senti corar. E não é que você apareceu, era você mesmo na mensagem. Você queria me ver, eu queria te ver, eu queria te sentir, eu não te ouvia, eu só lia os seus olhos, e seus lábios se movimentavam de uma forma hipnotizante.
Quando dei por mim estava deitada em seu peito ouvindo seu coração dizer: - “Olha você aqui de novo” . E o meu dizia: - “Eu não estou preparado para isso”.
O céu e o relógio entraram então em ação, e era hora de ir embora. Embora. De novo. Por que você não ficou onde estava? Ao invés de vontade de chamego de despedida tinha raiva de egoísmo, você é egoísta, e não pensa no quanto me machuca. E eu? Não penso o quanto me machuco aceitando você me machucar.
Agora arde, como quando você tira a “casquinha” do machucado que fez na bicicleta. Arde e não quer parar.
ps: parou.
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