terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Queira, cara, ou não queira.

Já parou para pensar no quanto a vida é inusitada, e como nada faz sentido? Já parou para pensar em como cada palavra, cada gesto, pode mudar tudo?
É novo e, ligeiramente, estranho, só observar-te a distância.

Talvez eu não tenha te entendido, talvez você não tenha me entendido, porém, não importa mais. A nossa orquestra que tocava um perfeito jazz, desafinou. Ou, sempre foi desafinada.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Nas margens de mim

Sabe aquele dia que você quer pensar na vida? Chegou o meu.

Resolvi mexer nas minhas lembranças, e me lembrei de uma tarde deitada na grama em silêncio só olhando para os olhos do meu primeiro amor. Lembrei-me da noite mais foda da minha vida e a quantidade de loucuras que fiz nela. Lembrei-me de um momento de desespero que caí em prantos em uma avenida movimentada. Lembrei-me da sensação de liberdade que senti quando embarquei na minha primeira viagem com a faculdade.  Lembrei-me de quando me submeti a uma cirurgia grave, enquanto todos em minha volta sentiam medo e eu só sentia paz. E hoje, me tornei um ser humano melhor em meio às inúmeras vitórias e derrotas que passei. Hoje sou uma jovem feliz, fazendo loucuras de jovem, porém, sabendo viver como uma adulta. Hoje estou extremamente feliz sozinha, preciso desse tempo para me organizar. Hoje posso afirmar para quem quiser ouvir: me encontrei!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Juntos separadamente


Lembra de quando você ia ao dentista comigo e dizia que até eu terminar meu tratamento você leria aquele livro grosso que tem na estante do consultório? Estou terminando ele p/ você, já que, sem algum motivo certo, você parou de me acompanhar por aí. Como você consegue gostar desses livros de nerd? Deve ser pelo mesmo motivo que eu adoro nerds.
Por que dou tantas risadas das suas piadas sem graça? Casais normais lembram um do outro quando escutam musicas românticas já eu lembro de você e do seu jeito bobo quando ouço aquela música horrível "ah lelek lek".
O nosso único problema é esse medo de se entregar. Quando percebemos que estamos completamente apaixonados um pelo outro damos um jeito de sair e conhecer outras pessoas, que não ajudam em nada. Isso geralmente acontece em épocas diferentes, então eu te machuco, você me machuca e depois voltamos p/ cuidar dos ferimentos. Um ciclo. Confesso que estou ficando cansada, porém "adoro essa sua cara de sono e o timbre da sua voz", sem falar na nossa sintonia juntos, é como uma orquestra tocando em harmonia um perfeito jazz.
Às vezes observo os casais tradicionais e parece que há mais cumplicidade entre nós, os totalmente não convencionais. 
Você não vive sem seus "rocks" e eu sem minha viagens. Talvez nosso romance seja assim mesmo, torto, estranho e que só nós entendemos. E olha que coisa engraçada, já estamos nessa "brincadeira" à exato 1 ano. Parabéns para nós, dois loucos.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Se não eu, quem vai fazer você feliz?

Caí na real o quão egoísta sou. Na verdade sempre fui. Quando não consigo algo bato o pé, faço cara de choro, e umas chantagens, até conseguir.
Sempre tive todos os brinquedos, e não era difícil conseguir o celular mais moderno. No entanto, isso não se enquadra só nos brinquedos. Eu nunca aceitei perder, nunca aceitei que a pessoa que eu queria tinha todo o direito de querer outra. Chega a ser psicótico, o meu maior defeito. Mas eu assumo, sou mimada, deve ser mal de filho único.
Sempre detestei dividir amor, carinho, paixão, barbie e chocolate, e continuo assim. Estou me sentindo como em uma novela, criando milhões de planos malignos para te deixar seguro para mim. Não importa como eu queira, não importa se mais ou menos que ela, quando eu quero, eu consigo.
Me detesto com raiva, mas me divirto.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Sem título.

Estou aqui, olhando para o teclado há horas, tentando descrever essa agonia que eu estou sentindo. Depois dessa ultima frase demorei mais algumas horas para tentar entender essa duvida, tristeza e angustia que sinto, nesses últimos meses, quando estou sozinha.
Dizem que quando estamos trancados em nossos quartos é que conhecemos nosso verdadeiro eu, e isso não me agrada. Às vezes me pego olhando para o nada, pensando em como as coisas chegaram onde estão às vezes só quero ficar sozinha e chorar (como estou fazendo agora). Sabe o que mais me assusta? Não estou de TPM.
Hoje minha mãe disse que estou distante e fria, e me sinto realmente assim, porém, comigo mesma. Coloco as músicas mais dolorosas, assisto aos filmes mais tristes e leio textos mais escuros para ver até onde isso vai.
Queria entender como consigo parecer tão feliz quando estou acompanhada e tão afogada em tristeza sozinha?
São respostas que eu nunca terei, porque ninguém pode me ajudar. Talvez seja por sentir que no fundo ninguém se importa de verdade com ninguém, e que os rotineiros "como você está?" não significam nada.
As coisas andam dando certo, não tenho do que me queixar, mas falta algo, tem alguma coisa fora do lugar e eu não sei o que é. Essa bad precisa passar, agora.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Lhes apresento: Eu.


Às vezes acordo querendo ser ruiva de olhos azuis, em outros, morena de olhos verdes, e ainda em alguns acordo querendo ter sardas e ser tímida, para ver se as coisas mudam. Sempre falta alguma coisa, ou sobra.
Cheguei a conclusão que o problema é comigo (nada mal descobrir isso aos 18, temos um novo recorde). Acredito que se eu falasse um pouco mais baixo, pouco, menos palavrões, e menos verdades, tudo seria mais fácil. No entanto, faço tudo ao contrário, já vou falando logo o que eu penso, falo do meu jeito impaciente e grosso, o meu incrível talento em não ter talentos, e da preguiça extrema. Porém, também cheguei à conclusão (hoje estou demais) que jogo meus "lindos" defeitos na cara das pessoas querendo dizer "toma essa, vai embora logo antes que eu me machuque", é como uma autodefesa, e sempre dá certo. Confesso que aguardo o dia no qual alguém responda "não ligo para esses defeitos, agora quero descobrir as qualidades".
Já disse que preciso parar de ouvir essas minhas músicas brasileiras? Mas que saco, poesia pare de mexer comigo, eu não te fiz nada.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Adivinha, doutor?


E em meio ao caos resolvi parar e escrever (sintomas de Gisellysmo). Sem saber por onde começar, ou se começar, fechei os olhos e me veio um rosto em mente, para ser mais exata um sorriso. Não sei ao certo de quem, parecia uma mistura em fração de segundos. Me peguei sorrindo também e logo abri os olhos.
Que coisa estranha é o coração da gente, um dia vazio, outro cheio, um dia transbordando e em outro semi-árido como o nordeste.
Enfim, mais uma vez, apenas palavras jogadas no bloco de notas enquanto um coração bate e tentando respirar em meio a fumaça que sufoca.